Existe uma opção de promover intervenções em áreas menos centrais, em zonas suburbanas onde existe um elevado potencial de qualificação urbana e social, através da criação de equipamentos estratégicos, inovadores e sustentáveis.
Estes espaços, como refere a Presidente da Autoridade de Gestão do programa, Teresa Almeida, “devem afirmar-se como agentes de sociabilização e inclusão, integrados numa rede mais ampla de investimentos e respostas de proximidade, desenvolvidos em todos os concelhos através da intervenção conjunta entre os Municípios e o Programa Lisboa 2030, numa demonstração clara da boa aplicação dos fundos europeus”.
São projetos concebidos com ambição, ajustados a cada realidade local e contexto territorial, que exploram o potencial de valorização humana e promovem vivências comunitárias mais coesas e participadas.
Como exemplo concreto dessa visão surge o Pólo de Leitura da Quinta do Conde, queé mais do que um exemplo inovador de arquitetura, é uma ideia a ganhar forma para transformar pessoas e territórios.
Numa parceria entre o Lisboa 2030 e a Câmara Municipal de Sesimbra, o projeto torna realidade um desejo antigo: criar um lugar onde o conhecimento não está só nas estantes, mas no encontro entre as pessoas.
“A ideia é criar aqui um quarteirão cultural, uma zona de regeneração urbana”, explica Luís Ferreira, da Câmara Municipal de Sesimbra. O responsável acrescenta como o novo polo será indispensável como “ponto de encontro e de cidadania”, numa reinvenção que se tem feito do papel tradicional das bibliotecas.
Os vários espaços do novo projeto foram pensados para que a biblioteca acolha e inspire vários públicos.
“Queríamos que as pessoas se sentissem convidadas a entrar”, diz o arquiteto Nuno Madeira, resumindo que o “edifício é aberto, é permeável”.
Por trás da simplicidade da forma, há também inovação na construção.
“É um desafio diferente”, sublinha Ana Mafalda Frade, engenheira civil e responsável da obra, que nota como as estruturas modulares também ultrapassam as ideias feitas porque o resultado final é uma solução moderna, eficiente e sustentável.
O Pólo de leitura da Quinta do Conde nasce como símbolo de uma nova forma de pensar os equipamentos públicos: próximos, sustentáveis, flexíveis e adaptados às pessoas e ao espaço urbano.
“Não é só sobre livros. É sobre encontros, partilhas e comunidade”, diz Sónia Ferreira, uma das responsáveis pela Biblioteca Municipal de Sesimbra, que antecipa novos leitores e novos públicos porque cada metro quadrado traduz oportunidade renovada de em aprendizagem e de pertença.
Com o apoio do programa Lisboa 2030, cerca de 775 mil euros num investimento global de 1,9 milhões de euros, na Quinta do Conde, a cultura está a ganhar uma nova casa, mas também, segundo os seus promotores, um verdadeiro lugar de encontro de conhecimento e de cidadania.
Uma história está já a ser contada, com o apoio do Lisboa 2030 e que continuará a ser escrita todos os dias.
